O Dia Global de Conscientização sobre o Câncer de Pele Não Melanoma, 13 de junho, reforça a importância dos cuidados com a saúde da pele e alerta a população sobre o tipo de câncer mais comum no Brasil.

Apesar de apresentar grandes chances de cura quando diagnosticado precocemente, o câncer de pele não melanoma ainda exige atenção. A informação e a prevenção continuam sendo fontes importantes para reduzir os impactos da doença e promover maior qualidade de vida.

O que é o câncer de pele não melanoma?

O câncer de pele não melanoma é um tumor maligno desenvolvido nas células não produtoras de melanina. São dois tipos mais comuns: 

Carcinoma Basocelular (CBC): É o tipo mais frequente,  geralmente apresenta crescimento lento e raramente produz metástases, mas pode causar destruição local quando não tratado adequadamente.

Carcinoma Espinocelular (CEC): É o segundo tipo mais comum e pode apresentar maior risco de disseminação para outros órgãos se não for diagnosticado e tratado de forma precoce.

Tipo de câncer mais frequente no Brasil

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele não melanoma é o tipo de câncer mais comum no país, representando cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. As estimativas mais recentes apontam para aproximadamente 220 mil novos casos de câncer de pele por ano no Brasil. Esses números demonstram a importância de ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos de proteção solar desde a infância.

Quais são os principais fatores de risco?

Diversos fatores podem aumentar o risco de desenvolver câncer de pele não melanoma, entre eles:

  • Exposição excessiva e prolongada ao sol;
  • Histórico de queimaduras solares;
  • Pele clara;
  • Idade avançada;
  • Histórico familiar da doença;
  • Trabalho ou atividades realizadas com produtos químicos;
  • Exposição acumulada à radiação ultravioleta ao longo da vida.

Por esse motivo, trabalhadores rurais, pescadores, vendedores ambulantes, profissionais da construção civil e outras pessoas que permanecem longos períodos sob o sol devem ter atenção redobrada.

Sinais de alerta

A observação da própria pele é fundamental para identificar possíveis alterações. Os principais sinais incluem:

  • Feridas que não cicatrizam;
  • Lesões que sangram com facilidade;
  • Manchas avermelhadas ou escurecidas que aumentam de tamanho;
  • Nódulos ou caroços na pele;
  • Áreas ásperas ou descamativas persistentes.

Ao perceber qualquer alteração suspeita, é necessário procurar avaliação médica o quanto antes.

Como prevenir o câncer de pele não melanoma?

A boa notícia é que muitas medidas preventivas podem ser incorporadas à rotina e reduzir significativamente os riscos As principais recomendações são:

  • Utilizar protetor solar diariamente;
  • Evitar exposição ao sol entre 10h e 16h;
  • Usar chapéus, bonés e roupas com proteção solar;
  • Utilizar óculos de sol com proteção UV;
  • Procurar locais com sombra sempre que possível;
  • Realizar consultas periódicas com dermatologista.

É importante ressaltar que a proteção deve acontecer durante todo o ano, inclusive em dias nublados, já que a radiação ultravioleta continua presente.

A importância do diagnóstico precoce

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a maioria dos casos de câncer de pele apresenta índices elevados de cura quando diagnosticado precocemente. No entanto, quando a doença demora a ser identificada, as lesões podem aumentar, atingir estruturas mais profundas e exigir tratamentos complexos, como cirurgias mais extensas e procedimentos reconstrutivos.

Essa identificação precoce pode ocorrer através de exames médicos, enquanto o rastreamento busca identificar possíveis casos antes mesmo do aparecimento de sintomas, principalmente entre pessoas que fazem parte do grupo de risco. 

Por isso, campanhas de conscientização desempenham um papel fundamental ao incentivar o autocuidado e o acompanhamento médico regular.  Neste Dia Global de Conscientização sobre o Câncer de Pele Não Melanoma, reforçamos a necessidade da prevenção, da informação e da atenção aos sinais que o corpo apresenta, pois pequenos cuidados hoje podem fazer uma grande diferença no futuro.

Cuidar da pele também é cuidar da saúde!

Fontes:
https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/pele-nao-melanoma
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-pele
https://accamargo.org.br/sobre-o-cancer/tipos-de-cancer/pele-nao-melanoma